Um sonhador, um admirador dos heróis, dos santos, dos gênios, daqueles que fizeram grandes obras. Admirador dos grandes homens que fizeram história e permitiram um mundo melhor, com oportunidades e mais justiça. Admirador dos que com perfeição descreveu José Ingenieros:

“Vivem mais alto e fora do turbilhão comum, desconcertando os seus contemporâneos. São inquietos: a glória e o repouso nunca foram compatíveis. São apaixonados: dissipam os obstáculos como os primeiros raios de sol derretem a neve caída em uma primaveril. Na adversidade, não fraquejam: redobram sua pujança, instruem-se. E seguem atrás de seu ideal, afligindo uns, compadecendo-se de outros, adiantando-se a todos, sem rendição, tenazes como se fosse lema seu velho adágio: apenas está vencido o que assim confessa. Nisto finca sua genialidade.”

E como apreciar a genialidade?

“Se é legítima, reconhece-se pela sua obra, funda em suas raízes e vasta em sua florada. Se poeta, conta um ideal, se sábio, o define, se santo, o ensina; se herói o executa”.

E como enfrentam as dificuldades?

“Sabem que os caminhos mais escarpados levam mais alto. Nada empreendem que não estejam decididos a concluir. As resistências são espoletas que os incitam a perseverar; ainda que nuvens de ceticimsos escureçam o céu, são, em definitivo, otimistas e crentes: quando sorriem, facilmente se adverte a áscua crepitante sob sua ironia”.