O Superior Tribunal de Justiça em julgamento nesse mês de abril de 2018 decidiu que o adicional de insalubridade ao servidor público somente é devido da data do laudo pericial, e não aos períodos passados não provados com a prova técnica.

Assim, não vale a interpretação de adicional de insalubridade presumido, mas tão somente provada com laudo pericial.

Segundo o entendimento do tribunal é necessária a prova de lotação do local onde o servidor deverá receber o adicional.

Assim, caberá aos servidores ou Sindicatos estarem atentos a desídia do Estado na falta de elaboração de Laudo Pericial. O que se recomenda é que seja o Laudo renovado anualmente para que não haja dúvidas ou controvérsias.

Confiram a jurisprudência do STJ no Processo (PUIL 403-RS):

PEDIDO    DE   UNIFORMIZAÇÃO   DE   JURISPRUDÊNCIA.   ADICIONAL   DE
INSALUBRIDADE.  RECONHECIMENTO  PELA  ADMINISTRAÇÃO.  RETROAÇÃO  DOS
EFEITOS  DO  LAUDO.  IMPOSSIBILIDADE.  PRECEDENTES DO STJ. INCIDENTE
PROVIDO.
1. Cinge-se a controvérsia do incidente sobre a possibilidade ou não
de   estender   o   pagamento   do   adicional  de  insalubridade  e
periculosidade  ao  servidor  em  período anterior à formalização do
laudo pericial.
2.  O  artigo  6º  do  Decreto  n.  97.458/1989,  que  regulamenta a
concessão  dos adicionais de insalubridades, estabelece textualmente
que  "[a]  execução  do pagamento somente será processada à vista de
portaria de localização ou de exercício do servidor e de portaria de
concessão  do  adicional,  bem  assim  de  laudo pericial, cabendo à
autoridade  pagadora  conferir  a exatidão esses documentos antes de
autorizar o pagamento."
3.  A  questão aqui trazida não é nova. Isso porque, em situação que
se  assemelha  ao caso dos autos, o Superior Tribunal de Justiça tem
reiteradamente   decidido   no   sentido  de  que  "o  pagamento  de
insalubridade  está  condicionado ao laudo que prova efetivamente as
condições  insalubres  a  que estão submetidos os Servidores. Assim,
não  cabe  seu  pagamento  pelo  período que antecedeu a perícia e a
formalização   do   laudo  comprobatório,  devendo  ser  afastada  a
possibilidade   de   presumir   insalubridade  em  épocas  passadas,
emprestando-se  efeitos  retroativos  a  laudo pericial atual" (REsp
1.400.637/RS,  Rel.  Ministro  Humberto  Martins, Segunda Turma, DJe
24.11.2015).  No  mesmo  sentido:  REsp  1.652.391/RS, Rel. Ministro
Herman  Benjamin,  Segunda  Turma, DJe 17.5.2017; REsp 1.648.791/SC,
Rel.  Ministro  Herman  Benjamin, Segunda Turma, DJe 24.4.2017; REsp
1.606.212/ES,   Rel.  Ministro  Og  Fernandes,  Segunda  Turma,  DJe
20.9.2016; EDcl no AgRg no REsp 1.2844.38/SP, Rel. Ministro Napoleão
Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 31.8.2016.
4.  O  acórdão  recorrido destoa do atual entendimento do STJ, razão
pela qual merece prosperar a irresignação.
5. Pedido julgado procedente, a fim de determinar o termo inicial do
adicional de insalubridade à data do laudo pericial.