BEBE NICOLASAssumimos  há dois meses um dos casos de grande repercussão no Estado, o desaparecimento do recém nascido Nicolas. Estamos como assistentes jurídicos da família.

Aos que não sabem o caso é pertinente ao desaparecimento de um bebê nascido em Candeias, provindo de uma família de Cujubim. Após seu nascimento o bebê veio a ser transferido para o Hospital Cosme e Damião. Após supostas complicações o bebê foi transferido para a Maternidade Regina Pacis; sendo aqui declarado seu óbito.

Declarado o suposto óbito da criança o corpo supostamente fora transferido para o Hospital de Base, quando então a família providenciava seu funeral e procurado no necrotério havia somente lençóis.

Disso, surgiram as perguntas da família: a) o bebê realmente faleceu? b) Por que nas imagens internas do Regina Pacis o pacote envolto com recém nascido é tão pequeno? Se houve óbito onde está o corpo do bebê?

O inquérito inicialmente estava na Delegacia de Proteção ao Menor e Adolescente e hoje foi transferida a Delegacia de Homicídios. Em conversa com o novo Delegado, Dr. Jeremias, vejo que as linhas investigativas são promissoras e revelam o interesse na resolução imediata do caso.

O caso não deixa de ser emblemático para a Polícia Civil em que as investigações ganham grande complexidade.

Como advogado da família fico assustado com o tamanho descaso que os órgãos e profissionais que cuidam de recém nascidos. Observamos que em nenhum dos órgãos, seja no Regina Pacis, seja no Hospital de Base, houveram o devido cuidado de identificação do bebê. Nem tampouco o cuidado de zelar que a família identificasse a suposta morte do bebê; o que leva a sérias suspeitas e indícios de crime cometido.

Resta-nos acompanhar assiduamente tal caso, mover petições e pedidos para as autoridades competentes, alertando que família não cessará enquanto não tivermos uma resposta para o desaparecimento dessa criança.