Diferente do que muitos pensam o Instituto de Identificação Civil e Criminal da Polícia Civil de Rondônia, não só desempenha a função de emissão de Carteiras de Identidades, mas também presta relevantes serviços na coleta de impressões digitais e fragmentos de análise em locais de crimes.

O processo de coleta acontece da seguinte forma: “Logo após o cometimento de um crime, a Polícia Militar é acionada, vai até o local, colhe as informações para o registro, e, se identificado que há fragmentos e impressões digitais, por meio do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), é acionada uma equipe de peritos que realizará a demarcação e fotografia da área, dependendo da situação é acionada também a equipe de papiloscopistas que, com auxilio de materiais e reagentes químicos coletam as provas não vistas a “olho nu”, mas visivelmente identificadas por meio das técnicas periciais”, explicou o diretor do Instituto de Identificação Civil e Criminal, Luiz Carlos de Lima.

De acordo com Luiz, só em 2012 foram feitos 8.413 indiciamentos, com base nos dossiês elaborados pelos profissionais do instituto. No plantão do local do crime, em 2011 foram produzidos 130 laudos positivos, responsáveis por identificar os suspeitos por meio das digitais e fragmentos deixados no local do evento. Em 2012, houve um aumento exponencial deste quantitativo, que girou em torno de 118%, ou seja, a produção mais que dobrou, foram 283 laudos realizados. Já este ano, com base nos meses de janeiro e fevereiro, a produção ultrapassa 40 laudos. “Este resultado é fruto do empenho dos policiais civis, em destaque aos peritos e papiloscopístas, e sem sombra de dúvidas o empenho do Governo da Cooperação por meio da Secretaria de Segurança que não tem medido esforços para treinar os profissionais e investir em equipamentos modernos, o que não deixa nada a desejar em relação aos grandes centros”, lembrado ainda que o Estado de Rondônia no que diz respeito a perícia em local de crime, está pareado aos demais Estados.

Luiz Carlos lembrou ainda, que Rondônia é um dos poucos Estados que está interligado com o Instituto Nacional de Identificação (INI). “Em Rondônia mais de 50% do nosso banco de dados de digitais estão compartilhados com o nacional, o que facilita a pesquisa e captura de foragidos”, salientou.

Ainda este ano, por meio de convênio firmado entre a SESDEC e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), três servidores do instituto irão a Brasília fazer treinamento para absorverem novas técnicas de coleta de impressões digitais e fragmentos deixados nos locais do crime.

Segundo o Diretor do Instituto, foram adquiridos novos computadores, scanner e kit bio para a coleta de impressões digitais, tanto para a confecção de novas carteiras de identidade, quanto para definição de crimes. Uma boa parte desses equipamentos ficará no Tudo Aqui de Porto Velho, e os demais seguirão para os municípios de Ji-Paraná, Rolim de Moura, dentre outros municípios.

De acordo com dados do Instituto de Idenficação Civil e Criminal, todos os meses são confeccionadas mais de oito mil identidades no Estado de Rondônia; em Porto Velho são mais de 200 (duzentas) emissões diárias, o que representa aproximadamente 4.000 (quatro mil) emissões mensais, isto sem contabilizar as emissões originadas através das “Operações Documentos”, realizadas nos municípios que não possuem uma base de atendimento.

Para solicitar a primeira via da identidade, basta levar em mãos uma foto 3×4, cópia e original do registro de nascimento. Com base em Lei federal, a primeira via não é cobrada. Mas para quem perdeu a identidade e precisa da segunda via, caso não apresente a ocorrência de furto ou roubo, ou documento que comprove que seja maior de 60 anos de idade, terá que pagar a taxa no valor de R$ 50,29.

Quanto ao projeto da nova Carteira de Identidade (RIC) com utilização de cartão em policarbonato e chip com dados do cidadão, Rondônia já está preparada para a emissão, no entanto espera uma decisão do governo Federal, que estuda como serão bancados os custos com os materiais e as máquinas de impressão, finalizou Luiz Carlos.

Fonte: Sesdec