HOMICIDIOO número de homicídios registrados em 2013, em Porto Velho, até a quinta-feira (21), dobrou, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando 15 pessoas foram assassinadas, de acordo com a Polícia Civil. Dos 30 crimes registrados neste ano, cerca de 70% foram esclarecidos e o restante está em andamento. Um dos casos que ainda não foi solucionado é da estudante de jornalismo Naiara Karine, encontrada morta no final de janeiro em uma linha rural, na capital. Após este assassinato, 14 homicídios foram registrados.

Segundo informações da PC, a maioria dos casos de homicídio registrados ocorreu com uso de arma de fogo, 90% deles tiveram como motivação o tráfico de drogas. Todos os suspeitos da autoria dos assassinatos têm entre 18 e 30 anos. “Os casos pendentes são os mais procurados pela imprensa, porém o crime esclarecido é uma forma de mostrar à sociedade os trabalhos desenvolvidos pela polícia”, explica o diretor executivo da Polícia Civil, Oscar Casa.

Dos 30 homicídios, apenas duas vítimas não tinham passagem pela polícia, segundo o diretor. Uma delas era a universitária Naiara Karine. A jovem de 18 anos foi assassinada no dia 24 de janeiro em um sítio abandonado na Linha 15 de Novembro, zona rural do município. Naiara foi vista pela última vez saindo de autoescola. O local do crime foi localizado após a polícia ter ajuda do localizador do celular da vítima. Até o momento, a polícia caracterizou o crime em sequestro, estupro e homicídio.

A delegada responsável pelo caso, Rosilei de Lima, conta que as informações sobre a investigação não podem ser liberadas e que o caso está sendo solucionado aos poucos. “Nós [Polícia Civil] não podemos dar um prognóstico. Dependemos de toda uma conjugação das informações para solucionarmos o caso”, explica Rosilei.

De acordo com a polícia, as investigações estão na fase final e o crime deve ser esclarecido nos próximos dias. O diretor de Polícia Especializada Elizeu Muller conta que o caso da morte da estudante é de alta complexidade e, além da delegacia de homicídios, outros departamentos especializados estão trabalhando para solucionar o crime.

Fonte: G1 RO