fobia social

Em mensagem distribuída on­tem pelas redes sociais, o cientista político e jornalista Dermi Aze­vedo informou a morte de seu filho Carlos Alexandre Azevedo, de 39 anos – que em janeiro de 1974, ainda com um ano e oito meses, foi torturado pela polícia política no Deops paulista, so­frendo lesões das quais nunca mais se recuperou. Segundo o pai, que então já estava preso, o menino sofreu choques elétri­cos e, ao voltar par a casa, foi ati­rado ao chão, batendo a cabeça.

 “Cacá”, como o bebê era cha­mado, desenvolveu então chama­do Transtorno Ansioso Social, mais conhecido como fobia social – que consiste em ataques de pânico toda vez que a pessoa se relaciona com alguém ou se sen­te exposta a uma avaliação. Na madrugada de ontem, suicidou-se com uma overdose de medica­mentos.

 Em nota oficial, o Movimento Nacional dos Direitos Humanos afirmou que “hoje, a ditadura mi­litar concluiu a morte de Carlos, iniciada em tão tenra idade”. O potiguar Dermi havia sido preso por ter ajudado a preparar um re­latório sobre maus tratos no País, para a Anistia Internacional. Ele está lançando este mês, em Na­tal, o livro de memórias Traves­sias Tortuosas.

 Fonte: Estado de S. Paulo