delegaciaAs pessoas que precisam ir à delegacia da Polícia Civil de Ariquemes (RO) ou de Cujubim (RO) têm que enfrentar a falta de infraestrutura no prédio, além do ambiente desagradável. Com telefones bloqueados para ligação, aparelhos de ar-condicionado quebrados, rede elétrica comprometida, infiltrações nas paredes e sem água até para beber, os servidores fazem o possível para atender à população. A Secretaria de Segurança do Estado (Sesdec) não dá um prazo para a reforma das delegacias.

O chão sujo, os banheiros que não funcionam e os mosquitos que se proliferam na água parada nos veículos apreendidos que ficam no pátio da delegacia incomodam servidores e usuários. Os problemas são quase todos na estrutura do prédio onde funciona a delegacia regional de Ariquemes.

De acordo com os servidores que não quiseram gravar entrevista, a rede elétrica está comprometida há alguns anos, muitos computadores estão queimados, telefones bloqueados para fazer ligações e água para beber, só quando os funcionários se reúnem e compram. As paredes estão cheias de infiltrações e os únicos banheiros do prédio estão interditados.

“A Secretaria de Segurança e a direção da Polícia Civil já sabem dos problemas aqui da delegacia. São alguns problemas crônicos, principalmente com relação ao prédio e a rede elétrica, que têm ocasionado a queima dos equipamentos”, comentou o delegado Ricardo Rodrigues.

No pátio estão os veículos apreendidos ou recuperados, mas como estão expostos a ação do tempo, se transformaram em criadouros para o mosquito da dengue. A limpeza do prédio é feita por apenas uma zeladora, que não é servidora do estado, e sim, funcionária cedida pela prefeitura, segundo o delegado.

A situação fica ainda mais complicada quando chove por causa das goteiras que existem em todo o prédio. Documentos importantes ficam expostos e sujeitos a serem destruídos pela água.

Quem precisa ir à delegacia civil registrar uma ocorrência policiais ou solicitar algum serviço tem que enfrentar a situação. “Não existe condições de trabalho neste ambiente. Acho um descaso com a sociedade e com os funcionários”, diz Vera Eunice Alves Neto, que teve que ir até a delegacia. A professora Joemi Alves de Souza comentou que o lugar tem um ar de abandono.

Cujubim 
Em Cujubim (RO), a situação é ainda pior, falta praticamente tudo, até mesmo telefone. O secretário de Segurança do Estado (Sesdec) Marcelo Bessa reconhece o caos e disse que vai buscar parcerias para solucionar o problema, mas não estabeleceu nenhuma data para oficializar a mudança de endereço ou iniciar as obras de reparo.

“A Sesdec está licitando uma ata de registro de preços de materiais de construção. Os parlamentares estão entrando em contrapartida com o recurso das emendas parlamentares e as prefeituras e as secretarias executivas regionais e até mesmo a Sesdec, com o presos, vão fazer os reparos mais emergenciais até resolver o problema”, diz Bessa.

Fonte: g1 ro