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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou ontem 11 pessoas por formação de quadrilha armada. O grupo faz parte da maior

milícia da capital fluminense, a “Liga da Justiça”, que atua na Zona Oeste. A decisão da juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, da 42ª Vara Criminal, é resultado da Operação Pandora 1, realizada em setembro de 2011. Na época, 17 pessoas foram denunciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
Foram condenados: Michel Cunha de Carvalho, conhecido como Baleia (11 anos e oito meses de reclusão); Ivo Mattos da Costa Júnior, o PM Júnior ou Tomate (10 anos); Ruan de Oliveira Silva (seis anos e oito meses); Evandro Alves (nove anos e quatro meses); Bruno Leonardo de Matos Ferreira (nove anos); Márcio Vale de Souza (oito anos); Bruno Correia Martins (oito anos); Emerson Rodrigues Moraes (oito anos); Alex Rangel dos Santos (oito anos); Jaqueline Cunha de Carvalho (oito anos); e Queli Cristina de Carvalho Rodrigues (oito anos). Inicialmente, todos vão cumprir a pena em regime fechado.

De acordo com a polícia, a “Liga da Justiça” atuava em cinco bairros da região e cometia uma série de crimes como agiotagem, extorsões, ameaças, comércio ilegal de combustíveis, além da exploração de transporte alternativo, de máquinas caça-níqueis e cobrança irregular de “taxa de segurança”. A agiotagem é uma das atividades mais rentáveis da quadrilha, que chega a cobrar 30% de juros ao mês das vítimas, com ameaças violentas a quem atrasasse o pagamento.
No início de novembro, o ex-soldado da Polícia Militar Luciano Guinâncio, também ligado à milícia “Liga da Justiça”, já havia sido condenado a 17 anos de prisão por homicídio qualificado. A condenação aconteceu por ele ser acusado de ter praticado o assassinato de Ilton do Nascimento, em abril de 2007. De acordo com as investigações, a “Liga” queria assumir o controle da linha de vans que tinha Nascimento como proprietário e a única forma seria matá-lo.
Em março de 2009, o ex-vereador Jerominho Guimarães; o irmão, ex-deputado Natalino Guimarães; o filho Luciano Guimarães; Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos, além do ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, também já tinham sido condenados pelo crime de formação de quadrilha armada. Eles eram considerados os principais integrantes da milícia.

Fonte: diariodepernambuco.com.br