O movimento grevista da Polícia Civil de Rondônia, na manhã desta terça-feira, encaminhou informações à mídia local criticando a Nota Oficial publicada pela Seretaria de Segurança Pública do Estado (Sesdec). De acordo com os policiais, a Nota da Sesdec não possui clareza e descaracteriza a luta dos trabalhadores quando defende que a Polícia Civil têm estrutura para desempenhar seu trabalho. Os grevistas também informam, na nota, que o atual assessor de imprensa da Secretaria está deslocado de sua função. Pois, segundo as informações, possui gratificação para o cargo de Direção Superior, com CDs 15, e não para assessor de imprensa, com CDs 13.  Abaixo, informe dos grevistas na íntegra:

Nota de ESCURECIMENTO DA SESDEC

Em 23 do corrente a SESDEC emitiu Nota Oficial sobre a greve da polícia civil, passando algumas informações que hoje, levadas a cabo de uma nova realidade, diante de nota de repúdio aprovada e publicada (confira na integra: http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=287003&codDep=34) em assembleia da categoria Policial Civil na última Sexta feira, em frente a Central de Polícia, mais parece uma NOTA DE ESCURECIMENTO DA SESDEC.

Na referida nota imputa-se a governos anteriores (20 anos) um cenário de abandono, do qual se abstrai que os policiais civis estão a 22 anos (mais dois somados do atual governo) tirando dinheiro do bolso para manter suas atividades e trabalhando com as péssimas condições de trabalho que já fora massificadamente apresentado pela mídia e admitida pela SESDEC na própria nota, onde menciona que “as estruturas físicas estão em condições precaríssimas”.
Os avanços alegados pela SESDEC como alcançados são um tanto quanto duvidosas, pois:
1. Os cargos de chefias da Polícia Civil, bem como aos Bombeiros Militares, ao contrário do que informou a SESDEC, se deu em razão de extensão de benefício concedido à Polícia Militar no governo anterior, no entanto à Polícia Civil, nesta atual gestão da SESDEC, na qual obteve a citada extensão de benefício, teve os valores reduzidos com a reforma administrativa efetuada pelo atual Governo.

2. A mencionada “Isonomia”, foi conquistada no Governo CAULA, e a ação judicial ainda continua em tramite, no entanto, o Governo do Estado visando atender a incorporação do benefício editou a Lei nº 2453/2011, a qual permite ao Policial Civil efetuar opção de incorporação ao vencimento, no entanto a SESDEC e a SEAD não cumpriram a Lei, mesmo mediante requerimento de centenas de Policias Civis e de diversos pedidos das entidades de classe.

3. A integralidade e paridade referente a lei não é desmerecida, segundo informações obtidas junto à categoria, no entanto, nada mais foi do que ratificar o direito já reconhecimento pela antiga lei 51/85 e referendado pelos Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado.

4. Os auxílios alimentação, saúde e os valores de diárias são benefícios que não foram conseguidos pelos esforços exclusivos dos Sindicatos ligados à Polícia Civil, mas sim da reivindicação dos mais diversos Sindicatos que representam os Servidores do Estado, pois o benefício foi para todos e não somente para os policiais civis.

As mais diversas fontes de recursos mencionados pela SESDEC como forma de futuros investimentos na Polícia Civil vão-se pelos ares com a informação veiculada no site http://www.novojornalro.com.br (http://www.novojornalro.com.br/noticias.asp?view=caos,na,seguranca-parte,ii-,governo,e,sesdec,tratam,com,descaso,as,delegacias,precarias,do,estado&cd=4459) onde menciona o contrato/convênio nº 8844/2010, este que foi assinado no dia 29/12/2010 e publicado em 31/12/2010, e prevê contrapartida da SESDEC de R$ 6.000,00 (seis mil reais) o que não ocorrera até a apresente data, observando-se que o prazo para conclusão se dá em 31/12/2012, conforme se pode verificar através do endereço http://api.convenios.gov.br/siconv/id/convenio/751903, o que tudo indica que os recursos da União, na monta de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), retornarão para Brasília por má gestão do Secretário Marcelo Bessa.

Para complicar ainda mais a situação da Secretaria de Segurança, fontes seguras informaram que pelo menos em dois Inquéritos policias foram identificados uso indevido do aparelho Guardião (aparelho utilizado para grampos telefônicos) sob responsabilidade do Secretário Marcelo Bessa, através da Gerencia de Estratégia e Inteligência da SESDEC. No entanto como os inquéritos correm em segredo de justiça não é permitido maiores informações, incluindo numeração e em qual delegacia, juízo e promotorias estão correndo.

O fato é que assim como o tabloide Inglês “News Of The World” conseguia informações para publicações como furo de reportagem, desbancando o império midiático de Rupert Murdoch, a SESDEC pode, não se sabe ao certo, ter utilizado algo semelhante para ter vindo a público através do assessor de imprensa da SESDEC, o renomado jornalista Santiago Roa Junior, que através de seu facebook pessoal tornou público que caso Marcelo Bessa venha a ser exonerado do cargo o mesmo assumir a Superintendência da Polícia Federal e isto traria sérios problemas para os Deputados Estaduais, eis que o mesmo voltaria a ser “POLÍCIA”.

Exonerado da função de Assessor de Imprensa da SESDEC em 13/09/2012, Santiago ainda se intitula possuidor do mesmo cargo, no entanto este foi indicado por Marcelo Bessa para exercer o Cargo de Gerente III da SESDEC, sendo nomeado pelo Governador no mesmo diário oficial nº 2058 (pág. 06), do mesmo dia, que fora exonerado.
Apesar de dizer nos comentários de que é jornalista de fato e de direito e que tudo pode dizer em nome do jornalismo, mas em nome da SESDEC certamente não o pode, pois o Cargo de Direção Superior – CDS 15, Gerente III – que atualmente exerce nada tem a ver com o de assessor de imprensa da SESDEC, até porque recebe bem mais que o salário de Assessor de Imprensa que é CDS 13.

É Santiago, tens razão, “Já dizia o teórico que jornalismo é publicar o que não quer que saibam … mas vale a pena checar… eu checo.”
Neste mesmo sentido, a SOCIEDADE RONDONIENSE e todos nós necessitamos de uma reposta tanto do próprio Secretário de Segurança, Marcelo Bessa, sobre o que ele sabe ou não se nada sabe dos deputados Estaduais, e se sabe o por que de não ter tomado nenhuma providencia até o momento, bem como qual a posição que adotará cada um dos 24 (vinte e quatro) Deputados Estaduais frente a estes fatos veiculados na imprensa, e também esperamos uma resposta do atual Superintendente da Polícia Federal DPF Donizetti Aparecido Tambani, pois diante da Operação Termópilas que atingiu o Chefe Maior da Casa de Leis, ex-deputado Valter Araújo, que ainda não foi preso, é de se questionar se a Polícia Federal deixou algo escapar.
Com a palavra o Secretário de Segurança, os Deputados Estaduais, o Superintendente da Polícia Federal e o Jornalista Santiago.

Fonte: reporter1.com.br