O deputado estadual Flávio Lemos (PR) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, na tarde desta terça-feira (20), para denunciar a situação financeira deficitária do Governo do Estado.“Eu falei há oito meses atrás que se não fossem tomadas medidas, a coisa iria ficar insustentável. Só pode ter folha paralela no Governo do Estado. Nada justifica que os gastos com pessoal saiam de R$ 120 milhões, no final de 2010, para mais de R$ 200 milhões neste final de ano”, denunciou.

Lemos assegurou que para pagar os salários dos servidores o Governo vai pegar R$ 100 milhões emprestado na rede bancária. “Essa Casa não pode ficar omissa, ficar inerte e muito menos ficar trocando emendas pela aprovação dos projetos do Governo”, desabafou.

Flávio Lemos denunciou que as finanças estão quebradas, prejudicando os fornecedores. “Falta gerenciamento, o governador Confúcio Moura (PMDB) ainda chama os fornecedores de parceiros. Acho que a situação só tende a piorar e não podemos ficar calados. A situação do Estado é crítica e estamos indo para o buraco. Precisamos fazer alguma coisa e tentar frear esse caos”.

O parlamentar relatou que no último sábado (17) teve a sua residência invadida por cinco criminosos armados. “Fomos amarrados e ameaçados. Os bandidos foram presos porque estava ocorrendo um assalto na casa vizinha também e a Polícia Militar estava chegando e flagrou o bando saindo e minha casa, prendendo de imediato dois deles”, contou.
Em seguida, o deputado relatou as dificuldades que observou ao se dirigir até a Central de Polícia. “A condição das delegacias da capital e do interior são verdadeiras pocilgas. As condições de trabalho estão deploráveis para os policiais civis e também aos policiais militares que estão nas ruas, por falta de condições de trabalho. Quero parabenizar aos policiais militares pelo trabalho, mesmo sem condições adequadas”, completou.

Segundo relatou o deputado, o seu celular roubado tem GPS, mas a PM não tinha como ir até o local, pois não tinha combustível na viatura. “Pasmem, não havia combustível para ir fazer uma busca aos bandidos. Isso ocorreu comigo e a minha família, mas pode ocorrer com qualquer cidadão. Não podemos aceitar isso como normal”, finalizou.

Fonte: tudorondonia.com.br