Há 65 dias, policiais federais de todo o país permanecem em greve. Até o momento não houve nenhum acordo entre governo federal, Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e representantes sindicais. Nesta terça (9) e quarta-feira (10), os 27 sindicatos do país estarão reunidos junto à Fenapef, em Brasília, para avaliar o movimento e decidir os rumos da greve.

Em diversos estados a adesão ao movimento aumentou nos últimos dias, mesmo com o comprimento da determinação do Superior Tribuinal de Justiça.No aeroporto de Guarulhos, por exemplo, mais 20 policiais federais reforçaram o movimento grevista desde a semana passada.

Nas eleições- Mesmo em greve, os servidores cumpriram fielmente o acordo firmado com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, de garantia do trabalho durante o período eleitoral. As eleições do último domingo ocorreram dentro da normalidade. O compromisso se mantém para o segundo turno.

Reivindicações- A categoria reivindica que sejam regulamentadas em lei as funções exercidas pelos policiais nas carreiras de nível superior. Esta teria sido reconhecida pelo governo no ano de 2011 e deveria ser implementada em janeiro de 2012. Até o momento isso não ocorreu. Calcula-se que, por ano, cerca de 200 policiais federais deixam a PF por falta de perspectivas profissionais.

Fonte: fenapef