Profissionais de Segurança Pública de 11 Estados brasileiros participam do Curso de Inteligência Financeira, promovido pela Coordenadoria de Capacitação de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça, Ministério Público de Rondônia e Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec). O curso foi aberto na manhã desta segunda-feira, na sede do Ministério Público de Rondônia, em Porto Velho, e terá duração de 15 dias.

O curso tem como objetivo subsidiar as ações dos profissionais da área de segurança pública no combate à lavagem de dinheiro, aliado com a atividade de inteligência policial, no que tange ao conhecimento dos princípios doutrinários e dos ramos de proteção e produção de conhecimento.

Na abertura do curso, o Procurador-Geral de Justiça, Héverton Alves de Aguiar, destacou a importância da união entre as várias instituições que compõem o Estado brasileiro para o combate ao crime organizado. Ele enfatizou a necessidade do aperfeiçoamento técnico e científico dos profissionais da área de segurança para fazer o enfrentamento eficaz ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.

O gerente do Programa Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (Senasp) do Ministério da Justiça, Alex Jorge das Neves, afirmou que a realização do Curso de Inteligência Financeira faz parte do rol de ações da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e a Lavagem de Dinheiro, que em 2012 completa 10 anos de criação. O curso coincide também com a reunião nesta terça-feira, dia 25 de setembro, da Estratégia Nacional dos Países de Fronteiras (Enafron) com o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), presidido pelo Procurador-Geral de Justiça do MPRO, Héverton Alves de Aguiar, e integrantes dos Grupos de Combate ao Crime Organizado (GAECO) dos Estados de Fronteira.

O Secretário de Segurança Pública de Rondônia, Marcelo Bessa, enfatizou que a Polícia Civil deve se voltar para o trabalho na linha de investigação para a área do crime organizado e da lavagem de dinheiro, cujas ações trazem resultados mais nefastos que os considerados crimes clássicos.

O superintendente da Polícia Federal em Rondônia, Donizetti Aparecido Tambani, disse que não adianta apenas o trabalho de prisão dos criminosos, é preciso atacar o espectro mais devastador do crime organizado, que é o setor financeiro. Já o diretor-geral da Polícia Civil em Rondônia, Pedro Roberto Gemignani Mancebo, ressaltou a importância da troca de experiências dos profissionais da área de segurança dos vários estados para o combate ao crime organizado.

Fonte: Tudo Rondônia