A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Ariquemes lançou, nesta quarta-feira, um manifesto público cobrando às autoridades ações mais concretas e efetivas para combater a escalada da violência, enfocando, conforme o manifesto, situações que beneficiam o criminoso como, por exemplo, a situação do 7º BPM responsável pela segurança naquela microrregião, cujo “efetivo é motivo de chacota entre as demais corporações do Estado”.

“Não adianta encher a cidade de delegados se os mesmos estão amontoados em meio a sucatas nas vergonhosas delegacias de polícia de Ariquemes. Isso mesmo! Velhas, fétidas, sucateadas, ineficientes, insalubres, perigosas, sujas, desumanas, etc. Pois é, as Delegacias de Polícia de Ariquemes são assim, pasmem! Apesar de estarem na linha de frente, não são os policiais ou delegados os únicos culpados, ou pelo menos os maiores responsáveis, pela momentânea vitória do crime”, diz a nota. 

De maneira clara e sem rodeios, o documento assinado pela diretoria da subseção da OAB da “capital do minério”, cita ser “inadmissível que o banditismo e a impunidade imperem da forma com que temos infelizmente assistido, e nenhum dos governantes foi capaz de resolver o problema até o momento. Os números e os fatos dão conta disso”.

Destacando que a falta de resposta efetiva das autoridades às mobilizações realizadas por entidades da sociedade civil, causando a redução desses movimentos, e que isso acontece pela descrença da sociedade em relação à ação de quem tem responsabilidade legal para agir, o manifesto cita: “É inadmissível que o banditismo e a impunidade imperem da forma com que temos infelizmente assistido”.

Na conclusão, a nota da OAB Ariquemes enfatiza: “É hora de nossas autoridades fazerem uma auto-reflexão, um balanço sincero e, com muita humildade, reconhecerem que estão (estamos) perdendo para o crime e precisamos reagir. Reagir não com mais violência, mas com eficiência, organização, inteligência, efetivação, competência, estrutura, respeito com os servidores das Polícias e do Judiciário e, sobretudo com o cidadão”.

Assessoria de Imprensa OAB-RO