O Governo Federal  informou oficialmente, nesta terça-feira, ao governador Confúcio Moura (PMDB) que o parecer da Advocacia Geral da União  diz que a transposição dos servidores públicos do ex-território feral  para os quadros da União abrangerá apenas aqueles contratados até 1987 – e  não 1991, como vem afirmando políticos e sindicatos – e que os salários  seriam  os mesmos do Estado.

Numa reunião tensa na manhã desta segunda na Presidência da República, o advogado da União voltou a reafirmar o que todos já sabiam , mas que políticos e sindicalistas – principalmente os envolvidos no atual processo eleitoral – vem negando: não há como transpor servidores além de 1987. Também não existe, doravante, a possibilidade do Governo federal fazer qualquer enquadramento dos que forem transpostos para adequar salários aos pagos pela União.

O governador Confúcio Moura chegou a se irritar com as explicações do advogado da União e se levantou, afirmando que tinha mais o que fazer.

O advogado disse ao deputado federal Mauro Nazif (PSB), que estava na reunião, que o parlamentar deveria ter colocado em sua emenda ao texto a “expressão de 1987 a 1991” e deixando claro a palavra “servidores”, o que não foi feito. Mauro usou a palavra “despesas” ao elaborar sua emenda ao texto, por isso, de acordo com o advogado da União, que presta assessoramento jurídico à Presidência da República, os que forem transpostos vão com os salários do Estado.

Outro que também se irritou com o desfecho do parecer da Agu foi o senador licenciado Valdir Raupp, presidente nacional do PMDB. Ele esmurrou a mesa e disse: “Fomos enganados”.

Fonte: tudorondonia