A Polícia Civil baiana encontrou o caminho motivacional para manter seus agentes e delegados empenhados. A fórmula, que já foi empregada pelas maiores empresas do mundo, é antiga, mas a instituição assegura que os resultado são eficazes.

Assim como vemos dependurados nas paredes de grandes redes varejistas, supermercados e fastfoods, o funcionário do mês da segurança pública baiana agora também é premiado. Tem direito a placa e café da manhã com o chefe, neste caso o secretário de Segurança Pública do Estado (SSP-BA), Maurício Telles Barbosa.

“Serve para aproximarmos os delegados e policiais da alta gestão da Polícia Civil. E ainda criamos uma competição salutar entre as unidades policiais”, exaltou o delegado-geral, Hélio Jorge Paixão. A recepção aos premiados aconteceu na manhã de terça-feira. Os critérios adotados para a escolha do melhor do mês são o índice de resolução dos crimes, a quantidade de drogas e armas apreendidas, a conservação das viaturas e instalações, o atendimento ao público, e, principalmente, a realização de operações policiais para a desarticulação de quadrilhas. Segundo Hélio Jorge, a prisão de grandes traficantes é um ótimo caminho para quem quer ilustrar a parede dos melhores do ano.

Justiça seja feita, os quatro homenageados fizeram por merecer. Em Setembro do ano passado, foi o titular da 11ª Delegacia (Tancredo Neves), Guilherme Machado, quem levou o caneco. Ele prendeu Lorival dos Santos, o Chupa-cabra, 24, que comandava o crime no Arenoso e foi o autor da chacina que vitimou quatro pessoas.

Conforme destacou Guilherme, sua delegacia em 2011 remeteu à Justiça 552 inquéritos concluídos com autoria do crime definida. Para ter um desempenho melhor, o delegado cobra que uma nova delegacia seja instalada para reduzir sua área de atuação. “São 27 bairros. Nossa área é maior que toda a cidade de Feira de Santana”.

Em outubro, o merecedor do prêmio foi Marcos Tebaldi, titular da 26ª Delegacia de Vilas de Abrantes). Ele prendeu dois traficantes autores de um crime hediondo. Lucas de Jesus dos Santos e Tales Cruz Vieira mataram e enterraram um usuário de drogas.

Tebaldi ressalta o trabalho de sua equipe de inteligência. Conseguiu aumentar de 13 em 2010, para 34 em 2011 o número de inquéritos de homicídios resolvidos. “Nossa taxa de resolução é de mais de 80%, quando a média do país é 8%. Teve caso de 2008 que eu peguei e falei: ‘Vamos dar uma resposta para a família. Fomos lá e resolvemos”.

Tudo resolvido 
O que dizer, então, do delegado de Portão (34ªDT), Cláudio Meirelles, que conseguiu resolver todos os 14 casos de homicídio de 2011? “Aqui quem cometeu crime está preso ou com prisão decretada”. O mais simbólico dos casos foi a da chacina que ocorreu na localidade Pé Preto. Quatro pessoas morreram nas mãos de traficantes. Cinco pessoas foram presas e três quadrilhas desarticuladas.

Por fim, o delegado Marcelo Sansão (28ª DT) ajudou a tirar das ruas o traficante Edmilson Conceição dos Santos, o “Buda”, que comandava o crime na região de Santa Cruz. Com fala mansa, dividiu com as Bases Comunitárias de Segurança (BCS) o mérito da redução dos crimes. “Com menos casos, sobrou tempo para meus investigadores se dedicarem a casos de média e pequena gravidade”, ponderou.

A motivação da SSP mexe no bolso. Os que contribuírem para o alcance das metas e pera a redução de crimes como homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte será paga em abril do ano que vem.

O Prêmio por Desempenho Policial, aprovado na Assembleia Legislativa no ano passado, prevê um benefício que varia de R$ 360 e R$ 4 mil, de acordo com a funçãr. Receberão o bônus servidores da Secretaria da Segurança Pública, polícias militares e civis, do Corpo de Bombeiros e  Polícia Técnica.

Fonte: correio24horas.com.br