Começa nesta sexta-feira 27 a greve geral por tempo indeterminado dos servidores da saúde estadual de Rondônia. As negociações entre as várias classes que compõe a saúde com o Governo fracassaram porque não atenderam as expectativas da categoria. A greve começa a partir das 8 horas, na véspera do feriadão prolongado do Dia do Trabalhador.

No final da tarde desta quinta-feira, a Comissão de Negociação do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado de Rondônia (Sindsaúde) se reuniu para elaborar as escalas de plantão nas unidades estaduais da capital.

O “QG” da greve será o Pronto-Socorro João Paulo II, hospital que, segundo os grevistas, é o símbolo da falência da saúde pública no Estado.

A pauta de reivindicação do Sindsaúde possui pontos comuns de todas as classes da saúde estadual e é composta por nove itens, dos quais fazem parte a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do servidor, reposição salarial dos últimos 10 anos e aumento salarial; pagamento imediato dos adicionais de insalubridade e periculosidade, dentre outros.

Mais uma vez, o presidente do Sindsaúde, Caio Marin, ressaltou que a greve foi a única saída possível aos  sindicatos representativos da saúde estadual de Rondônia, ao citar a conduta desidiosa do secretário de Saúde Gilvan Ramos, que não compareceu à reunião realizada no Palácio do Governo , que poderia impedir a paralisação.

“Demos uma última oportunidade ao Governo para repensar a proposta dos servidores. Recebemos em troca a atitude de pouco caso do secretário que não apareceu na mesa de reuniões , colocando os próprios companheiros de Governo em situação vexatória. Hoje, pode-se dizer que a greve é também consequência da péssima assessoria que o governador Confúcio Moura colocou para cuidar da Saúde”, ressaltou o sindicalista.

Fonte: tudorondonia