Maior controle de ações policiais, garantia de rondas nas localidades preestabelecidas e registro automatizado de ocorrências criminosas são alguns dos benefícios que moradores dos municípios de Itaparica e Vera Cruz (Grande Salvador), na Ilha de Itaparica, e de Salinas da Margarida (a 229 km da capital)  passaram a contar desde segunda-feira. Trata-se de um sistema de vigilância eletrônica adotado pela 5ª Companhia Independente de Polícia Militar.

Financiado por cidades integrantes do Consórcio Intermunicipal do Recôncavo Baiano (Cirb), ao custo aproximado de R$ 18 mil, o sistema doado à 5ª CIPM (Vera Cruz) inclui kit com cinco bastões eletrônicos de ronda, cerca de 200 chips (nos pontos de checagem), o software SdeQual (Sistema de Qualidade), responsável pela sintetização dos dados coletadas nos pontos de monitoramento, mais a interface DLS (download station), para transferência dos dados ao computador.

Chips – De acordo com o comandante da unidade policial, major PM Reginaldo Moraes, estão sendo instalados 30 chips no entorno de Itaparica, Vera Cruz, Cacha Pregos e Salinas, para monitorar a passagem obrigatória das viaturas nos horários estabelecidos.
Um dos idealizadores da ferramenta, o coronel da reserva do Exército Paul Cruz, explica que, ao sair, a guarnição de ronda utiliza o bastão para marcar o ponto, ficando registrados data, local e início das atividades.

Além disso, continua o coronel, a guarnição carrega uma caderneta eletrônica para computar delitos cometidos em cada região, seguindo os artigos contidos no Código Penal Brasileiro. “E anota a providência adotada diante da situação”, explica Cruz.

O major Moraes está otimista com a chegada da nova tecnologia. “Para mim, só há vantagens na aquisição do sistema, pois poderemos controlar se a ronda realmente foi realizada”, prevê.

Presidente da Associação Comercial de Vera Cruz, a empresária Lenise Ferreira, membro do Conselho de Segurança da ilha, acredita que o advento vai facilitar o planejamento de ações da PM, mapear áreas problemáticas e identificar a atuação da criminalidade.
Ela conta que o projeto surgiu em meados de 2004, por meio de reuniões com a PM, “diante da necessidade de fiscalizar as diversas partes da ilha”. Segundo Lenise, “com a união dos municípios, foi possível viabilizar a compra do equipamento, realmente um achado”.

Projeto – De acordo com a comerciante, o projeto de segurança, elaborado pela sociedade civil, prevê, ainda, a construção de um módulo para a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) na imediação da Ponte do Funil, que liga Itaparica ao continente, além de um complexo policial na ilha, segundo ela, garantido pelo governo estadual.

“Com essas iniciativas, nós, comerciantes e moradores, esperamos desfazer a imagem negativa atribuída à ilha”, acredita Lenise. “Infelizmente, os aspectos da insegurança e da dificuldade de acesso à região contribuem para afugentar visitantes e veranistas, o que não é bom para ninguém”, raciocina a empresária.

Fonte: atarde.uol.com.br