Conforme levantamentos feitos pela polícia, tudo começou com o homicídio do dono de uma farmácia,  Rone César Barcelos Castro.

Gesulino Castro, filho de Rone, inconformado com o homicídio do pai , resolveu vingar-se. Descobriu, então, quem era o suposto autor do crime e o jurou de morte.

A família do dono da farmácia saiu de Buritis deixando uma fazenda com várias cabeças de gado. Como Gesulino não encontrava o suposto assassino de seu pai, resolver ir à fazenda e cortar o arame da cerca do pasto, soltando o gado. Depois espalhou a notícia pela cidade de que o gado estava solto na linha.

Na cidade de Ouro Preto do Oeste, o pai do suposto assassino tomou conhecimento dos fatos e resolveu vender o gado pela metade do preço. Ofereceu, então, parte do gado ao taxista Ilton Ferreira de Souza, mais conhecido como “Barbante”,  e a outra parte ao policial civil Renatão (policial civil), que iria comprar juntamente com Pablio Gomes (agente penitenciário) e Moisés Rosa Gomes. Pablio e Moisés eram parentes.

Depois da negociação, que aconteceu em Ouro Preto, as vítimas se deslocaram na quinta-feira (05) para a cidade de Buritis e após conversar com algumas pessoas, foram até a fazenda.

No depoimento, Gesulino Castro disse que avistou a camionete entrando na fazenda e deu a ordem para o bando, composto por 5 pistoleiros, abordarem o veículo. Ouve reação imediata e durante intensa troca de tiros, Gesulino Castro fugiu do local e se escondeu na sua residência, em Buritis. Ele também disse que a intenção não era matar todos os ocupantes do veículo, mas  apenas capturar o tal assassino. “Quando vi a camionete se aproximando, achei que o assassino do meu pai estava sentado no banco da frente e dei a ordem para trazê-lo com vida. E achavamos que os outros eram pistoleiros. Nunca imaginei que fossem compradores do gado”, disse.

Gesulino Castro também relatou que sua mãe comprou todo o armamento e passou para o bando. Depois do crime, as armas foram jogadas dentro de um rio, em Ariquemes. As equipes se deslocaram para o local e os mergulhadores do Corpo de Bombeiro encontraram várias espingardas calibre .12, revólveres, pistolas e 01 colete à prova de balas. Ontem (11/04) Gesuíno e sua mãe foram presos e conduzidos ao presídio. Agora encontram-se à disposição da Justiça.

Fonte: Assessoria de comunicação da Polícia Civil