Policiais federais promovem no próximo dia 19 de abril uma operação padrão em todos os aeroportos brasileiros. A iniciativa foi proposta e aprovada por unanimidade pelos sindicatos na última Assembleia Geral Extraordinária da Federação Nacional dos Policiais Federais. A operação pretende revelar para sociedade a insegurança e a deficiência que existe nos aeroportos e a precariedade com que trabalha a Policia Federal nestes locais.

A precarização do trabalho na Polícia Federal não é recente. Os constantes cortes orçamentários, a burocratização do trabalho policial, o esvaziamento do trabalho preventivo e repressivo da PF e o achatamento salarial de agentes, escrivães e papiloscopistas contribuem para o agravamento do quadro. “Hoje temos um efetivo insuficiente que, em sua maioria, é absorvido pela burocracia gerada pelos Inquéritos Policiais”, diz o presidente da Fenapef, Marcos Wink.

Nos aeroportos do Brasil este sucateamento pode ser percebido nitidamente. Funções exclusivas da Polícia federal estão sendo paulatinamente terceirizadas pelo governo. É comum um estrangeiro ser recepcionado por uma pessoa estranha aos quadros da Polícia Federal e executando funções de estado. “Recentemente tivemos um caso no Rio Grande do Norte onde um terceirizado foi preso extorquindo um turista estrangeiro”, denuncia o presidente.

Mink ressalta que o país está prestes a sediar eventos internacionais como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada do Rio de janeiro em 2016. “O governo tem que valorizar o trabalho administrativo da PF para qualificar a segurança nos aeroportos, portos e fronteiras”, diz.

Uma das soluções é investir na reconstituição do quadro de servidores administrativos da Polícia Federal. “Temos um quadro capacitado, mas que precisa ser ampliado e valorizado”.

OPERAÇÃO – A operação padrão do dia 19 de abril vai acontecer em todos aeroportos brasileiros. Neste dia, os policiais irão alertar a população para a insegurança nos aeroportos e checar a documentação e bagagens de todos os passageiros que desembarcarem ou embarcarem no país. “Este trabalho deveria ser rotineiro, mas por falta de efetivo não é realizado”.

Fonte: Agência Fenapef