Um dia após ataques a alojamentos de operários da usina de Jirau, em Rondônia, a Polícia Civil do Estado afirmou que irá instalar uma delegacia dentro da obra.
Segundo o delegado Jeremias de Souza, a unidade ficará em um contêiner e irá atender ocorrências comuns no local, como furtos e lesões corporais.
“É uma cidade que necessita do poder público”, diz o policial, sobre a obra de 20 mil trabalhadores.
O anúncio ocorre um dia depois de incêndio que destruiu 36 dos 91 blocos de alojamentos da obra, uma das principais hidrelétricas planejadas pelo governo federal no país.
Para a polícia, a ação foi organizada por operários contrários ao fim da greve na usina, aprovado na segunda-feira, depois de 24 dias de paralisação.
Seis funcionários da Camargo Corrêa, principal construtora da usina, permaneciam presos ontem sob acusação de incêndio e cárcere privado. Três operários foram liberados por falta de provas.
De acordo com a Camargo Corrêa, em razão do incêndio a obra continuava parada ontem, sem previsão de retorno.
Ao menos 400 policiais, entre PMs e integrantes da Força Nacional, fazem a segurança das instalações.

Fonte: Rondonoticias