Um grupo formado por cerca de 100 policiais militares da ativa e que estava de folga ontem, além de policiais da reserva, juntamente com familiares, participaram nesta segunda-feira às 18h30, em Umuarama, do protesto que pede melhorias salariais para a categoria. O grupo se reuniu na praça Santos Dumont, no centro da cidade, cantou os hinos nacional e da Polícia Militar e ouviu o discurso do bombeiro militar aposentado, José Avelino, integrante da diretoria do Clube Recreativo Esportivo dos Policiais Militares, o Crepom, que foi quem organizou a manifestação.
Ele fez questão de destacar que o movimento é pacífico, não se fala em greve, apenas em exigir que o governador Beto Richa sancione a Emenda 29 da Constituição Estadual, aprovada em outubro de 2010 e que prevê o aumento nos salários para todas as patentes, de coronel a soldado, com a incorporação de subsídios ao soldo. Os policiais dizem que a emenda elevará o salário-base da categoria dos atuais R$ 2.438,00 para R$ 4.513,00 e garantirá outros benefícios. 
Além do reajuste salarial, os policiais querem contar também com a diferença de salário de 7% entre uma graduação e outra e ainda a opção para aderir ou não ao Fundo de Assistência à Saúde dos policiais. Hoje o desconto de 2% no salário do policial é obrigatório.
Em Curitiba, de acordo com o presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares (Amai), coronel Elizeo Furquim, a possibilidade dos policiais militares paranaenses entrarem em greve é pequena. “Eu não considero que a greve esteja madura, porém, essa é a opinião do presidente da Amai. Vamos discutir a questão com as demais entidades nessa tarde”, afirmou Furquim.
Além de Umuarama, a manifestação de ontem ocorrem em Curitiba e outras cidades pólos do Paraná.
Governador confia em acordo
Ontem o governador Beto Richa anunciou que vai apresentar uma proposta no próximo mês. Na semana passada ele disse acreditar que as negociações salariais com policiais civis e militares sejam encerradas com “um desfecho satisfatório, que evite uma greve”. “Estamos estudando, não vou adiantar percentuais, números, mas pode ter certeza que o governo vai propor aos policiais o que estiver ao nosso alcance”, comentou. Richa declarou que pretende negociar “sem truculência e sem desrespeito”, que as “aspirações por ganhos salariais são justas e merecidas”, mas que apresentará nas negociações uma proposta dentro do limite “até onde o estado pode ir”.
O governo se comprometeu a encaminhar à Assembleia Legislativa até 15 de março uma proposta de regras para instituir o regime de remuneração por subsídios para as polícias Civil e Militar.

Fonte: o ilustrado