Os policiais militares Jordão Mesquita Bastos Cruz, Davi Debrie Cujui, Antônio de Paula Portela e Samuel Cordeiro de Lima Júnior foram condenados pela Vara da Auditoria Militar a três meses de detenção em regime inicialmente fechado. Acusados de dormir em serviço dentro de duas viaturas na capital, eles poderão recorrer da sentença, que não é definitiva.

O cumprimento da pena foi suspenso, condicionalmente, por dois anos. Os PMs estão obrigados a comparecer bimestralmente a juízo em alguns meses do ano, não deixar a cidade por mais de 60 dias sem autorização judicial, manter comportamento honesto e compatível com a vida em comunidade, pagar um salário mínimo ,cada um dos réus , à instituição sem fins lucrativos (na impossibilidade, prestação de serviço por um ano à comunidade) e não mudar de endereço sem comunicação ao juízo.
Integrantes da Polícia Militar de Rondônia, eles foram acusados pelo Ministério Público Estadual de dormirem em serviço, acusação que todos negaram em juízo. Segundo a denúncia, os cinco militares foram pegos em flagrante enquanto dormiam nas viaturas na base localizada no bairro Jardim Santana, em Porto Velho.

Segundo o Ministério Público, os policiais estacionaram duas viaturas , na base do Jardim Santana, com motor e ar condicionado ligados, vidros e portas fechadas, poltronas reclinadas, cabeças encostadas, relaxados; baixaram o volume do rádio das respectivas viaturas e por isso não ouviram os insistentes chamados do Centro de Operações da PM para que se deslocassem a fim de atender ocorrências. Eles  não perceberam a chegada da viatura com o tenente Luiz Carlos, que os encontrou dormindo em serviço.

Uma das viaturas deixou seu setor de patrulhamento, sem comunicar o Centro de Operações,  e seus ocupantes só acordaram quando o tenente bateu  na lateral do veículo.
No período em que estavam supostamente dormindo, os policiais deixaram de atender ocorrências envolvendo duas pessoas baleadas e uma outra que veio a morrer.

Os policiais militares correm o risco de serem excluídos da PM, conforme anotou o juiz auditor militar na decisão: “Considerando que há divergência doutrinária e jurisprudencial quanto ao órgão da Justiça competente para decretar a perda da graduação de Praça da Polícia Militar, condenado por crime funcional, determina-se a remessa de cópia desta DECISÃO ao Ministério Público, para adoção do procedimento específico, previsto no artigo 125, § 4º, da Constituição Federal”.

Fonte: tudorondonia.com